18 de Dezembro de 2022

Mátria

Quantas “Marias” são reconhecidas por transgredir a Sociedade?

MÁTRIA, criação de Inês Nunes e Leandro Araújo procura dar voz às figuras femininas muitas vezes esquecidas. Todos conhecemos Joana D’Arc que se foi opondo e aos poucos mudando a sociedade. Carolina Beatriz ngelo, a primeira mulher a votar em Portugal. Domitila de Carvalho, Inês de Castro, Sarah Beirão, Carolina de Vasconcelos, Isidora Ducan, Adelaide Cabete, Ana de Castro Osório, e muitas outras figuras transgressoras da Sociedade.
Transgredir é questionar, repensar, procurar um novo lugar social, novas regras, pensamento, leis, etc.
D. Odete, Sílvia, Francisca, Amanda, Maria Cândida, entre outras figuras femininas desconhecidas, mas que marcam a sociedade que as rodeiam. Quantas delas já se negaram a ter filhos? Quantas preferiram ficar solteiras? Quantas educaram filhos para transgredirem e respeitarem figuras femininas?
A sociedade precisa de pensar sobre o feminino. Precisamos de figuras femininas que questionem a evolução da língua Portuguesa. Alguma vez pensámos nas poucas palavras femininas do nosso vocabulário. Muitas delas têm ligação direta com as palavras “servir”, “casa”, “criar/reproduzir”. Mudar a sociedade é termos figuras femininas, que pensam no feminino e questionam o lugar da mulher.
Somos figuras femininas se questionarmos a sociedade atual.